Resveratrol

Resveratrol

Se tratando de fitoterápico:

Nome científico: Po/ygonum cuspidafum Família: Polygonaceae

Ativos: resverntrcl. taninos, flavonas e ácidos fenólicos.

Introdução:

A raiz de Po/ygonum cuspidatum é rica em resveratrol, uma molécula polifenólica fitoalexina antioxidante, também encontrada na pele das uvaS vermelhas. Esta raiz asiática reduz a lipogenese do palmitato no fígado e em tecidos adiposos, reduzindo os níveis elevados de colesterol, triglicérides e outras gorduras no sangue, inibe a agregação plaquetária e o crescimento de tumores. Muito eficaz no sistema circulatório, previne doenças cardiovasculares e particularmente a arteriosclerose.

Sobre o resveratrol:

Resveratrol, um poderoso antioxidante encontrado também no vinho tinto, teve sua ação como antiinflamatório confirmada por pesquisadores britânicos da Imperial College London. Além da ação antiinflamatória, também foram encontradas aplicações potenciais do resveratrol para doenças pulmonares obstrutivas crônicas, asma e possivelmente até artrite.

O Resveratrol é um polifenol muito presente na casca da uva. A concentração deste elemento varia muito de acordo com a maturação da uva, o tipo de solo, o clima, o manejo do vinhedo, dentre diversos outros fatores.

Como o vinho e o suco de uva tintos são os únicos que passam um tempo em contato com a casca da uva (para adquirir a coloração), estes produtos possuem a maior quantidade de polifenóis como o Resveratrol. De uma maneira generalizada, uma uva que possui mais coloração em Sua casca, geralmente possui maiores índices de polifenóis e possuem maior quantidade de Resveratrol.

Além do resveratrol, existem outros polifenóis com interesse para a saúde humana, tais como os taninos, flavonas e os ácidos fenólicos.

Resveratrol do vinho tinto tem sido associado ao chamado "Paradoxo francês", que reflete a baixa incidência de doenças cardíacas entre os franceses apesar de sua dieta rica em gordura.

Finalidade terapêutica:

Cardioprotetor, antioxidante, antineoplásico, antiinflamatório.

Estudos parecem indicar que o resveratrol pode ajudar a diminuir os níveis de lipoproteínas de baixa densidade, também conhecidas como colesterol LDL (o "mau colesterol) e aumentar os níveis de lipoproteínas de alta densidade, o colesterol HDL, (ou "bom colesterol). (O LDL, principalmente no seu estado oxidado, pode acumular-se nas paredes dos vasos sangüíneos, levando à formação de placas de ateroma. Essas placas dão origem à aterosclerose, que causa a obstrução dos vasos sangüíneos).

O resveratrol favorece a produção, pelo fígado, de HDL; e a redução da produção de LDL, e ainda impede a oxidação do LDL circulante. Tem, assim, importância na redução do risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como o infarto do miocárdio.

Estudos parecem indicar também um efeito benéfico do resveratrol na prevenção do câncer/ cancro, pela sua capacidade de conter a proliferação de células tumorais, através da inibição da proteína NF Kappa B, está envolvida na regulação da proliferação celular.

Mecanismo de ação:

Resveratrol pertence à classe de compostos polifenólicos chamados estilbenos. É produzido por algumas plantas, dentre elas, uvas vermelhas, amendoins em resposta a situações de stress, infecções fúngicas e radiação ultravioleta. Os cientistas se interessaram em explorar os efeitos benéficos do Resveratrol à saúde em 1992 quando foi registrada sua presença no vinho tinto, o que poderia explicar o "Paradoxo francês" (French Paradox): a mortalidade por doença coronária é relativamente baixa na França em relação a outros países industrializados com fatores de risco semelhante, sendo atribuído ao freqüente consumo de vinho pelos franceses.

O resveratrol está presente principalmente na película da uva. O resveratrol atua como substância redutora, pois inibe a peroxidação das lipoproteínas de baixa densidade (LDL), o colesterol ruim. Quando oxidadas, as LDL depositam-se nas artérias formando as placas ateromas, causadoras de infartos e derrames.

O resveratrol também possui a ação anti-radicais livres do resveratrol impede ainda a oxidação do colágeno, substância que dá sustentação à pele, retardando a formação de rugas.

O Resveratrol contém emodina, que atua como laxante.

Há estudos farmacocinéticos limitados em animais e em humanos, parece que é absorvido no trato gastrintestinal. A biodisponibilidade é relativamente baixa, devido ao seu rápido metabolismo e sua eliminação.

Indicações:

• Antibacteriano, antitrombótico, antiinflamatório e antianafilático.

• Impedindo o cancro, especial cancro da mama, o cancro de próstata, o cancro

endometrial e o cancro do ovário.

• Antioxidação, atrasando o envelhecimento, impedindo a osteoporose, a acne (pústula) e

a demência nas pessoas idosas.

• Abaixando o colesterol e a viscosidade do sangue, reduzindo o risco de arteriosclerose,

A VC e a doença cardíaca.

• Possuindo a boa eficácia para o tratamento do AIDS.

 

Dosagem:

5mg a 50mg por dia.

Quando administrado para a prevenção de doenças cardiovasculares, são administradas de 5 a lOmg.

Como adjuvante na terapia de doenças cardiovasculares, administram-se de 15 a 30mg.

Reações adversas:

Prurido, urticária, inchaço no rosto e mãos, inchaço ou formigamento na boca ou garganta,

opressão torácica, dificuldade respiratória.

Interações medicamentosas:

Pode aumentar o risco de hemorragia quando administrado com varfarina, dipiridamol, AINES, aspirina.

Contra - indicações:

• Hipersensibilidade ao Resveratrol;

• Diabéticos

• Hipoglicêmicos

• Gravidez;

• Lactação;

• Antecedentes de câncer de mama, ovário e útero.

Precauções:

Suplementos contendo Resveratrol não devem ser administrados a mulheres grávidas ou em fase de lactação, pois ainda não foi estabeleci da essa segurança. Mulheres com histórico de câncer induzido por estrógenos, tal como câncer de mama, de ovário ou de útero, devem evitar o consumo de Resveratrol, pois este apresenta estrutura química similar ao estrógeno sintético Dietilestilbestrol sugerindo que o Resveratrol possa agir como um agonista estrogênico.

Estudos científicos:

Efeitos benéficos do vinho tinto

O resveratrol extrato de vinho tinto dá saúde e vida» baixando os níveis de diabetes

Março 2007 Ratos de laboratório obesos alimentados com uma dieta rica em gorduras viveram com mais saúde e mais tempo sem recurso a dietas graças ao consumo de grandes doses de um extracto de vinho, revela um estudo hoje divulgado. Os investigadores que anunciaram a descoberta afirmam que ainda é cedo para saber se o método produz resultados idênticos nos humanos, mas consideram que é prometedor e mesmo "espectacular".

O estudo, conduzido pela Escola Médica de Harvard e pelo Instituto norte-americano do Envelhecimento, mostrou que doses substanciais de Resveratrol, um ingrediente do vinho tinto, fazem baixar os níveis da diabetes, reduzem os problemas de fígado e outros efeitos nocivos relacionados com gordura quando foram ministradas a ratos de laboratório obesos.

Os animais submetidos a este método viveram mais tempo que o esperado, mas o mais espantoso, segundo David Sinclair, líder da equipa de cientistas, reside no fato dos órgãos destes ratos se apresentarem normais, quando não o deviam estar. "Eles estão gordos, mas por dentro estão bem, de saúde. Tivemos de nos beliscar para nos certificarmos de que estávamos acordados", comentou.

David Sinclair adiantou que os estudos já feitos em ratos de laboratório normais, gualmente tratados com o Resveratrol, mostram que o seu tempo normal de vida foi aumentado. O líderda equipa de investigação tem um interesse especial nesta pesquisa, pois é co-fundador de um laboratório farmacêutico que tenta descobrir se é possível utilizar este extrato de vinho tinto em pessoas com diabetes.