Piperina

Piperina

Se tratando de fitoterápico:
Nome científico: Piper nigrum
Família: Piperaceae
Constituintes químicos: cálcio, fósforo, eugenol, miristicina, ferro, monoterpenos (sabineno, pineno), beta-pineno, mirceno, limoneno, delta-3-careno, sesquiterpenos (beta-cariofileno, humuleno, beta-bisabolono, cetona e óxido cariofileno), piperina, piperidina (azinano), safrol, vitaminas A, B e C.

Introdução:
A piperina é um alcalóide extraído das sementes de Piper nigrum (pimenta preta). É um
estimulante natural e intervêm na absorção de selênio, vitamina B e b-caroteno. Tem sido
utilizada no tratamento de atletas e idosos cuja capacidade de absorver nutrientes é
deficiente.

Piperina é um alcalóide amídico, componente majoritário da pimenta do reino (frutos secos da trepadeira tropical Piper nigrum), planta originária da Ásia.

A substância química que dá à pimenta o seu caráter ardido é exatamente aquela que possui as propriedades benéficas à saúde. No caso da pimenta-do-reino, o nome da substância é piperina.

As especiarias, tais como a pimenta, tiveram um papel importante na história mundial. Os
exploradores andaram à volta do globo à sua procura devido à sua importância econômica, e eram perfeitas como temperos, dando sabores exóticos aos seus pratos. Mas a pimenta e a piperina têm mais utilidades do que simplesmente dar sabor. A piperina pode ser usada em quase tudo, desde pesticidas a tratamentos médicos.

Finalidade terapêutica:
Tem função digestiva e ativa o metabolismo.

As substâncias picantes das pimentas (capsaicina e piperina) melhoram a digestão, estimulando as secreções do estômago. Possuem efeito carminativo (antiflatulência).
Existem cada vez mais estudos demonstrando a potente ação antioxidante
(antienvelhecimento) da capsaicina e piperina.

Pesquisas têm demonstrado potentes propriedades antiinflamatórias das pimentas. Um artigo publicado em março de 2003, na revista científica Cell Signalling (volume 15, número 6, páginas 299 a 306), conclui que as substâncias ativas da pimenta são candidatas promissoras para o alívio de doenças inflamatórias.

Um estudo farmacológico da piperina demonstrou atividade depressora no sistema nervoso
central, atividades antipiréticas, analgésicas e antiinflamatórias ( MIYAKADO et al,1989).
A piperina isolada de Piper nigrum causou a dilatação no coração de coelhos.

Piperina:
Aumenta absorção de selênio, vitamina B e beta caroteno

Piperina promove uma rápida absorção de nutrientes no trato gastro intestinal. Devido
seu caráter lipofílico (tem afinidade com o tecido adiposo), piperina pode interagir com os
componentes lipídicos da membrana da célula intestinal facilitando a permeabilidade e
entrada de nutrientes. Estudos demonstram que a piperina estimula a enzima: glutamyl transpeptidase, uma enzima que promove a “entrada” dos aminoácidos para o trato gastro
intestinal.

A pimenta do reino contém o eugenol, uma substância com propriedades estimulantes,
as outras substâncias também como piperina e capsaicina, substâncias que podem ajudar a
prevenir infartos, além de ser boas para o aumento do fluxo sanguíneo. Chineses a utilizam
sobre a pele para tratar dores de colunas, pois a piperina faz aumentar o fluxo sanguíneo na
região (porém deve-se ter cautela, pois causa queimaduras).

Existe um estudo que fala que a piperina estimula a produção de adrenalina.

Mecanismo de ação:
A piperia é caracterizada como um membro dos alcalóides. Um alcalóide é uma substância
orgânica com azoto, e que pode formar sais em solução com ácidos.

A ligação química na piperina é maioritariamente do tipo covalente, mas também pode
estabelecer ligações de natureza eletrostática, como por exemplo, as pontes de hidrogênio.